12/09/2026 15:09

Proposta da Caixa é rejeitada e greve continua

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Com 90% dos votos, os bancários e as bancárias capixabas da Caixa rejeitaram a proposta de acordo apresentada pelo banco e seguem com a greve por tempo indeterminado no Espírito Santo. A assembleia virtual foi realizada nesta sexta-feira (11), das 16h às 23 horas.

A avaliação da maioria dos empregados é de que a proposta não atende às principais reivindicações da categoria. Apenas 9,6% dos bancários capixabas votaram pela aprovação do acordo e 0,4% se abstiveram. Na maioria dos estados, inclusive em São Paulo, os empregados da Caixa também rejeitaram o acordo e a greve continua.

Plenária

Neste domingo (13), às 10h30, os empregados da Caixa estão convocados para uma nova plenária organizativa da greve, para dar sequência e ampliar a paralisação em todo o Estado. A convocação é feita pelo Sindicato dos Bancários/ES.

Clique aqui para participar da plenária.

A proposta apresentada pela Caixa na última quinta-feira (10) foi amplamente rejeitada pelos bancários capixabas, mesmo sob ameaça do banco de ingressar com dissídio coletivo. Em dois dias de greve, os bancários capixabas paralisaram 54 agências em todo o Espírito Santo.

 

Caixa ameaça cortar direitos

Em resposta à rejeição da proposta e a manutenção da greve, a direção da Caixa comunicou às unidades que pretende deixar de aplicar, após o fim da vigência dos acordos anteriores, uma série de cláusulas e benefícios conquistados pelos trabalhadores.

Em comunicado enviado às unidades, a Caixa afirma que os ACTs 2024/2026 perderam a vigência em 31 de agosto e que, diante da rejeição da proposta apresentada nas assembleias, as condições anteriormente mantidas de forma provisória deixam de produzir efeitos.

Na prática, a medida anunciada pela Caixa atinge direitos e benefícios construídos ao longo de anos de negociação coletiva. Entre os impactos apontados pelo próprio banco estão a não implementação de reajustes salariais, reajustes de benefícios e pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), conforme previsto na proposta. A Caixa também afirma que benefícios como o auxílio-refeição e o auxílio-cesta-alimentação deixam de ter validade com o encerramento dos instrumentos coletivos.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, repudiou o comunicado do banco. “A Fenae rejeita totalmente as medidas anunciadas pela Caixa, que ameaçam direitos e benefícios dos trabalhadores e revelam a incapacidade da direção do banco de construir soluções por meio do diálogo e da negociação coletiva”, afirmou.

Proposta rejeitada

Uma das principais críticas à proposta é a quebra dos pilares do Saúde Caixa, como o pacto intergeracional e de solidariedade do plano. A proposta da Caixa inclui a ampliação da participação do banco no custeio do plano, de 6,5% para 8%, e aumento de 7% para 9% de participação dos trabalhadores, o que seria uma distribuição mutuária desigual. Além disso, não atende a reivindicação dos trabalhadores do fim do teto de contribuição da Caixa.


 

Com informações do Sindicato dos Bancários/ES e da Fenae

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