Os bancários da Caixa vão parar por direitos e valorização

Nesta quinta-feira, 20/08, os bancários da Caixa vão aderir à paralisação nacional da categoria por valorização, respeito e uma proposta decente para os bancários.
A paralisação é uma resposta à falta de avanços nas negociações da Campanha Nacional 2026 e às propostas que, em vez de reconhecer a dedicação da categoria e o lucro dos bancos, aprofundam a desvalorização e retiram direitos dos trabalhadores.
A orientação para os empregados da Caixa é fortalecer a mobilização nas agências, parando todas as atividades. Os empregados que trabalham em home office ou realizam qualquer tipo de teletrabalho devem permanecer deslogados do sistema da Caixa.
“A paralisação é a nossa resposta ao descaso da Fenaban e da Caixa, que lucram bilhões a partir do trabalho de seus empregados e, mesmo assim, não querem garantir direitos básicos. Os bancários da Caixa estão sobrecarregados, adoecidos com as metas e o assédio moral. É hora de mostrar nossa unidade na defesa do Saúde Caixa, por valorização e direitos para todos os bancários”, diz André Tosta, vice-presidente da Apcef/ES.
Saúde Caixa em disputa
Na Caixa, o Saúde Caixa é prioridade e um dos símbolos dessa mobilização. A proposta do banco de instituir cobrança por faixa etária, aumentar as contribuições e aumentar o comprometimento da renda dos empregados rompe com princípios que sustentam historicamente o plano e transfere cada vez mais o seu custo para os usuários.
O pacto intergeracional é justamente o que permite que trabalhadores de diferentes idades compartilhem coletivamente os custos do plano. A cobrança por faixa etária rompe com essa lógica e abre caminho para que o valor pago aumente à medida que o empregado envelhece, justamente quando mais precisa de assistência à saúde.
E os trabalhadores já estão pagando muito mais do que os 30% previstos no modelo histórico de custeio. Em 2025, considerando as contribuições regulares, os usuários responderam por aproximadamente 46% do financiamento do plano, enquanto a Caixa arcou com cerca de 54%.
Para a Fenae e a Apcefs, não há sustentabilidade possível quando a saída apresentada é transferir uma parcela cada vez maior da conta para os trabalhadores.
Direito não se retira. A saúde não é custo a ser empurrada para o trabalhador. A valorização se faz com respeito, diálogo e avanços.
Com informações da Fenae

