Bancários da Caixa entram em greve a partir desta quinta-feira, 10
Os empregados da Caixa rejeitaram, pela grande maioria das bases sindicais do país, a proposta apresentada pelo banco nas negociações da Campanha Salarial e decidiram pelo início da greve, por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira, 10 de setembro. Nesta quarta, 09/09, a partir das 18h30, acontece uma plenária on-line de organização do movimento paredista, aberta a todos os empregados da Caixa.
Acesse a plenária de organização da greve:
Via Zoom » https://us02web.zoom.us/j/84766950264?pwd=Tr2zfpiq1Jrb4impZIdXVjbheMo52l.1
A decisão de greve foi tomada durante as assembleias realizadas pelos sindicatos de bancários de todo o país na quinta-feira (3) e na sexta-feira (4), para deliberar sobre as propostas para a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos de cada banco.
Na Caixa, a proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais. Em 93 delas, os empregados decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir do dia 10. Em outras 35 bases, também houve rejeição à proposta, com a decisão de retomar as negociações. Nas demais, a proposta foi aprovada. No Espírito Santo, a rejeição da proposta de 96% dos votantes, segundo o Sindicato dos Bancários/ES.
Ante a uma paralisação nacional iminente, a Caixa pediu à Contraf uma nova reunião de negociação na tarde desta quarta (09), em São Paulo. No documento enviado à Contraf, a Caixa faz um alerta sobre a ultratividade tanto da CCT, quanto do ACT. A decisão de iniciar a greve, no entanto, está mantida.
Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, a expressiva rejeição da proposta evidencia a necessidade de a Caixa apresentar avanços nas negociações.
“A mobilização e a unidade da categoria são fundamentais neste momento para que a Caixa apresente uma proposta que responda às reivindicações dos trabalhadores, especialmente diante da necessidade de garantir a sustentabilidade e os princípios históricos do Saúde Caixa. A greve é resultado da insatisfação dos empregados, na maioria dos estados brasileiros, e reforça a importância de retomarmos as negociações em busca de uma solução justa e adequada para todos”, afirmou Takemoto.
O vice-presidente da Apcef/ES, André Tosta, reforça o chamado de mobilização. "Só parando os postos de trabalho é que a Caixa vai sentir o peso da nossa mobilização e o nosso descontentamento. Precisamos pressionar por uma proposta de custeio que não penalize os empregados e que salve o nosso plano de saúde, que é um dos maiores patrimônios dos empregados da Caixa. Por isso, todos estão convocados, a partir de quinta-feira, a cruzarem os braços! A orientação é deslogar do sistema, seja na agência, seja no home office”, completa André.
Entre os principais pontos de crítica à proposta está o Saúde Caixa. O banco não apresentou uma solução para o grave problema de déficit do plano e ainda ameaça princípios históricos, como a solidariedade e o pacto intergeracional. Também há críticas à previsão de reajustes que aumentam de acordo com a idade dos participantes.
Com informações da Fenae e do Sindibancários/ES
